Andam dizendo que RH está somente apagando incêndios e não planejando. Quanta injustiça!Primeiramente, de qual RH estamos falando; do que possui as condições de exercer sua expertise, ou daquele que embora sobre a mesma sigla, ainda é visto como um apêndice para emergências?A aparência de estar sempre apagando incêndios deve-se ao fato de que os incendiários (demais decisores e departamentos da empresa) não consultaram preventivamente os profissionais de RH antes da suas tomadas de decisões, esqueceram da variável humana da equação...Venho dizendo e repetindo: Qualquer reunião empresarial em que sejam debatidos o presente e futuro da empresa, para a qual RH não foi convidado, é uma reunião míope!Decisões afetam pessoas e processos, e o know how para lidar com estas duas variáveis e convertê-las em resultados pertence à esfera de RH.A crônica falta de administração preditiva associada à não utilização na plenitude estratégica das competências de RH é causa de muitos incêndios. Uma vez instalados: quem melhor para apagá-los do que um profissional altamente comprometido, visceral e espiritualmente ligado à alma e ao coração da empresa, alguém que faz da missão um credo próprio? Não administrar de maneira participativa com o RH causa distorções e crises que uma vez instaladas clamam pela intervenção urgente. Toca o telefone vermelho da sala de RH: INCÊNDIO!Aí está o departamento com seu tempo e equipe comprometida em apagar incêndios que poderiam ter sido evitados com a sua participação prévia. E passamos a corrigir o passado quando poderíamos estar construindo o futuro.Instala-se uma nova crise e imediatamente toca o telefone vermelho do RH: outro INCÊNDIO!Cada vez que alguém na empresa questionar porque você está apagando um incêndio, ao invés de realizar outra atividade, responda-lhe: “Neste momento apago o incêndio porque compreendo a diferença entre urgente e importante, e estou comprometido com a manutenção do negócio”.Aproveite e pergunte: “Seriam os bombeiros os causadores de incêndios?”Caso perguntem se não poderíamos ter evitado o “fogo”, responda:“De fato poderíamos, mas o RH não foi convidado para a reunião que causou o início do incêndio e todos os procedimentos de segurança que temos preconizando vêm sendo graciosamente apelidados de “coisas do RH...”A carência de planejamento estratégico de médio e longo prazo é crônica no modelo brasileiro de administração, que primeiro permite que se instale a crise para depois cuidar dela, quando é muito mais sábio fazer uma administração preventiva da crise. O problema não é que RH não seja planejado, e sim a falta de condições para que seus planejamentos se materializem, e não falo apenas das condições financeiras, mas do apoio e comprometimento dos demais departamentos em condição de igualdade e respeito mútuo.Em uma era onde se falou tanto em empowerment, falta ao RH autonomia. Ele continua vestindo a camisa de força com que os demais departamentos o envolvem, aproveitando-se da sua multidisciplinaridade e ecletismo, delegando funções e solicitações extras sem investimento em ferramentas e “environmental” necessário para a plena realização do seu core business. Basta permitir que os inúmeros projetos e planejamentos já desenvolvidos e idealizados pelo RH se implementem para verificar como diminuem os incêndios.Bombeiros não causam incêndios, mas sabem como evitá-los, procure-os.
Retirado do Site: RH CENTRAL


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