domingo, 18 de março de 2007

Bombeiros Não causam Incêndio!



Andam dizendo que RH está somente apagando incêndios e não planejando. Quanta injustiça!Primeiramente, de qual RH estamos falando; do que possui as condições de exercer sua expertise, ou daquele que embora sobre a mesma sigla, ainda é visto como um apêndice para emergências?A aparência de estar sempre apagando incêndios deve-se ao fato de que os incendiários (demais decisores e departamentos da empresa) não consultaram preventivamente os profissionais de RH antes da suas tomadas de decisões, esqueceram da variável humana da equação...Venho dizendo e repetindo: Qualquer reunião empresarial em que sejam debatidos o presente e futuro da empresa, para a qual RH não foi convidado, é uma reunião míope!Decisões afetam pessoas e processos, e o know how para lidar com estas duas variáveis e convertê-las em resultados pertence à esfera de RH.A crônica falta de administração preditiva associada à não utilização na plenitude estratégica das competências de RH é causa de muitos incêndios. Uma vez instalados: quem melhor para apagá-los do que um profissional altamente comprometido, visceral e espiritualmente ligado à alma e ao coração da empresa, alguém que faz da missão um credo próprio? Não administrar de maneira participativa com o RH causa distorções e crises que uma vez instaladas clamam pela intervenção urgente. Toca o telefone vermelho da sala de RH: INCÊNDIO!Aí está o departamento com seu tempo e equipe comprometida em apagar incêndios que poderiam ter sido evitados com a sua participação prévia. E passamos a corrigir o passado quando poderíamos estar construindo o futuro.Instala-se uma nova crise e imediatamente toca o telefone vermelho do RH: outro INCÊNDIO!Cada vez que alguém na empresa questionar porque você está apagando um incêndio, ao invés de realizar outra atividade, responda-lhe: “Neste momento apago o incêndio porque compreendo a diferença entre urgente e importante, e estou comprometido com a manutenção do negócio”.Aproveite e pergunte: “Seriam os bombeiros os causadores de incêndios?”Caso perguntem se não poderíamos ter evitado o “fogo”, responda:“De fato poderíamos, mas o RH não foi convidado para a reunião que causou o início do incêndio e todos os procedimentos de segurança que temos preconizando vêm sendo graciosamente apelidados de “coisas do RH...”A carência de planejamento estratégico de médio e longo prazo é crônica no modelo brasileiro de administração, que primeiro permite que se instale a crise para depois cuidar dela, quando é muito mais sábio fazer uma administração preventiva da crise. O problema não é que RH não seja planejado, e sim a falta de condições para que seus planejamentos se materializem, e não falo apenas das condições financeiras, mas do apoio e comprometimento dos demais departamentos em condição de igualdade e respeito mútuo.Em uma era onde se falou tanto em empowerment, falta ao RH autonomia. Ele continua vestindo a camisa de força com que os demais departamentos o envolvem, aproveitando-se da sua multidisciplinaridade e ecletismo, delegando funções e solicitações extras sem investimento em ferramentas e “environmental” necessário para a plena realização do seu core business. Basta permitir que os inúmeros projetos e planejamentos já desenvolvidos e idealizados pelo RH se implementem para verificar como diminuem os incêndios.Bombeiros não causam incêndios, mas sabem como evitá-los, procure-os.


Retirado do Site: RH CENTRAL

sábado, 17 de março de 2007

Especial, Eu ???

Evidências de que você tem sido

Pode ser que você de vez em quando queira se sentir especial, alguém assim diferente, que faz ou passa algo diferente para as pessoas. Gostamos disto, não? Pode ser também que você tenha chegado à conclusão de que não era tão assim especial. Ou não foi, já que a vida continua e o futuro pode ser diferente.
Por outro lado, pode ser que você tenha sido especial e não tenha percebido. O objetivo aqui é chamar sua atenção para algumas coisas em especial que você pode ter deixado passar: momentos em que você foi especial.
(Antes de prosseguir, quero fazer um pedido: por favor, suspenda o "Sim, mas...". Este é um momento de reconhecimento. Se preferir, pode deixar as objeções para depois.)
Por exemplo, considere seus amigos. Alguma vez você já ouviu o desabafo de um amigo? Já deu sugestões para um amigo lidar com algum problema? Coloque-se no lugar da outra pessoa por um momento, para perceber melhor a diferença que você fez.
Você já deu esmola para alguém? Já emprestou dinheiro para alguém que precisava? Novamente, pense na diferença que fez na vida daquela pessoa naquele momento.
Para as demais situações abaixo, gostaria que você também dedicasse alguns momentos a buscar na sua experiência algum fato relacionado:
- Já socorreu alguém ferido? Já emprestou dinheiro para quebrar o galho de alguém?
- Já teve filhos? Já acordou de noite para levar um filho no hospital?
- Já comprou algo em alguma loja, cujo vendedor era comissionado?
- Já elogiou um trabalho bem feito?
- Já deu um feedback para alguém e esse alguém pôde melhorar com seu comentário?
Em cada uma das situações, você realmente foi especial para a outra pessoa, não? Dedique mais um minutinho a pensar em mais momentos em que você fez diferença.
Considere agora as situações de grupo. Já bateu palmas para algo de que gostou? Na escola ou no trabalho, já executou uma atividade para a qual contribuiu de alguma maneira? Já jogou algum esporte coletivo?
Você já deve ter percebido que se não tivesse agido como agiu, a diferença que fez não teria acontecido. E mesmo que nada faça: quantas pessoas não se sentiram sós só porque você estava com elas? É, talvez a gente seja especial para alguém só por existir!


Virgílio Vasconcelos Vilela

Texto Retirado do Site:

POSSIBILIDADES