terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Motivação, por que é necessário entendê-la?


O fator humano nas organizações tem tomado uma dimensão de importância nunca antes vista. Funcionários motivados e satisfeitos elevam a moral de uma empresa, resultam em lucratividade e sucesso. Entretanto, funcionários insatisfeitos e descontentes podem levar uma organização a desempenhos inaceitáveis num mercado competitivo.
Atualmente, é muito comum encontrarmos gerentes em busca de modelos e técnicas para motivar seus funcionários, não importando a fonte nem a credibilidade desses instrumentos. Se o conteúdo trata de motivação ou indica como fazer para motivar alguém, já é o suficiente. Mas será esta a melhor alternativa? É claro que não! A motivação está muito mais ligada às necessidades individuais das pessoas do que às regras pré-estabelecidas em receitas ou modelos genéricos.
Diante desses fatores, questiono-me: será a motivação, hoje, um diferencial competitivo? As empresas estão preparadas para motivar corretamente suas equipes de trabalho em direção a resultados significativos? Ou ainda, será possível destacar-se no mercado sem atentar para os clientes internos?
Frederick Herzberg diz que motivação implica fazer aquilo que é muito significativo para mim. Somente nessa observação já identificamos o caráter particular da motivação. Desprezar a singularidade das necessidades das pessoas é ignorar aquilo que as levam à produtividade e ao sucesso.
A palavra motivação vem do latim movere e significa mover, dando assim um caráter mais dinâmico a esse processo essencial. Pode ser ainda definida como uma força propulsora interna que faz com os funcionários desenvolvam e bem suas atividades. Não é por acaso que afirmamos que ninguém motiva a alguém, pois a motivação é um fator intrínseco. Logo, depende de cada um buscá-la, deixando para as organizações o papel de proporcionar meios para satisfazer as necessidades de seus funcionários.
Abraham H. Maslow, outro estudioso da motivação humana, estabeleceu alguns níveis para as necessidades individuais. De acordo este autor, as pessoas são motivadas quando esses níveis são satisfeitos um a um, seguindo a ordem das necessidades primárias para as consideradas secundárias. A seqüência abaixo demonstra claramente estes níveis:* (5º) Auto-realização: estar realizado com o que faz;* (4º) Auto-estima: ser reconhecido pelo grupo;* (3º) Associação: ser aceito pelo grupo;* (2º) Segurança: estar seguro quanto seu emprego, por exemplo;* (1º) Fisiológicas: ter condições de se alimentar, vestir-se etc.
Para Maslow, o indivíduo vai em busca de satisfazer primeiramente as necessidades fisiológicas, sendo esta satisfeita o indivíduo parte para a próxima e assim sucessivamente. Vale ressaltar que a satisfação de uma necessidade não implica que esta não influencia mais na motivação do individuo, pelo contrário, ainda é fator determinante para que o indivíduo esteja motivado e continue em busca de satisfazer outras necessidades.
A não satisfação de uma necessidade pode ser desastrosa para uma organização, pois, ao invés de ter pessoas dando o máximo de si, empenhando-se para se tornar um diferencial no que faz, contará com pessoas desmotivadas e descontentes, que farão somente aquilo que lhe é mandado ou que é de sua responsabilidade, não agregando qualquer valor significativo à organização na corrida pelo sucesso.
Saliento ainda que, a habilidade e a competência do gerente neste processo de motivação são imprescindíveis. Um profissional passivo e alheio às influências comportamentais na produtividade da organização não deve assumir o papel de gestor, já que, como dito inicialmente, as pessoas podem vir a agregar ou desagregar na busca pelo sucesso organizacional.
A empresa que despreza a satisfação das necessidades de seus funcionários reduz seu desempenho à mediocridade. E você, caro gerente, se não despertar para o valor da motivação como um princípio básico para o diferencial competitivo, será o principal responsável pelo despreparo de sua organização num mercado tão concorrido como o nosso.


Diego de Oliveira Santos

retirado do site: www.rh.com.br

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A motivação por parte da liderança e do restante da equipe é muito importante, mas, a auto motivação tem um poder todo especial, ninguem pode salvar ou estragar o seu dia sem que você permita.

Juli Mota

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Equipe

A equipa não é um grupo subjugado pela necessidade ou pelo medo, nem uma clientela atraída por favores que qualquer potentado pode distribuir... A equipa é um grupo de homens unidos por um laço orgânico, isto é, pelo serviço duma obra ou duma causa comum, à qual testemunham igual dedicação e cujo esforço por ela exigido repartem segundo os dons, a capacidade ou os meios de cada um sem interesse de competição, rivalidade ou intrigas, ligados pelo resultado comum, não pelo êxito desta ou daquela aventura particular. Foi esta a fórmula de todas as grandes empresas que fizeram as civilizações humanas. (Lucien Romier)
Texto encontrado no site Aldeia

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Uma Equipe é um grupo de pessoas que aceitou em comum acordo (mesmo que sem "votação" previa) , passar de varios para um. Onde se transforma o EU em NÓS para executação de tarefas que levam a um Bem Comum.
Juli Mota

Arrastado até a morte

Então estamos nos aproximando cada vez mais do Mal Absoluto. Quando rapazes, em pleno controle de suas faculdades mentais, são capazes de arrastar um menino pelas ruas de uma cidade, isso não é apenas um ato isolado: todos nós, em maior ou menor escala, somos culpados. Somos culpados pelo silêncio que permitiu que a situação em nossa cidade chegasse a este ponto. Somos culpados porque vivemos em uma época de "tolerância", e perdemos a capacidade de dizer NÃO. Somos culpados porque nos horrorizamos hoje, mas nos esquecemos amanhã, quando há outras coisas mais importantes para fazer e para pensar. Somos os olhos que viram o carro passar, o medo que nos impediu de telefonar para a polícia. Somos a polícia, que recebeu alguns telefonemas através do número 190, e demorou para reagir, porque o Mal Absoluto parece já não pedir urgência para nada. Somos o asfalto por onde se espalharam os pedaços de corpo e os restos de sonhos do menino preso ao cinto de segurança. A cada dia uma nova barbárie, em maior ou menor escala. A cada dia algum protesto, mas o resto é silêncio. Estamos acostumados, não é verdade? Muitos séculos atrás, John Donner escreveu: "nenhum homem é uma ilha, que se basta a si mesma. Somos parte de um continente; se um simples pedaço de terra é levado pelo mar, a Europa inteira fica menor. A morte de cada ser humano me diminui, porque sou parte da humanidade. Portanto, não me perguntem por quem os sinos dobram: eles dobram por ti." Na verdade, podemos pensar que os sinos estão tocando porque o menino morreu, mas eles dobram mesmo é por nós. Tentam nos acordar deste cansaço e torpor, desta capacidade de aceitar conviver com o Mal Absoluto, sem reclamar muito - desde que ele não nos toque. Mas não somos uma ilha, e a cada momento perdemos um pouco mais de nossa capacidade de reagir. Ficamos chocados, assistimos às entrevistas, olhamos para nossos filhos, pedimos a Deus que nada aconteça conosco. Saímos para o trabalho ou para a escola olhando para os lados, com medo de crianças, jovens, adultos. Entra ano, sai ano, mudam-se governos, e tudo apenas piora. O que dizer? Que palavra de esperança posso colocar aqui nesta coluna? Nenhuma. Talvez apenas pedir que os sinos continuem tocando por nós. Dia e noite, noite e dia, até que já não consigamos mais fingir que não estamos escutando, que não é conosco, que estas coisas se passam apenas com os outros. Que estes sinos continuem dobrando, sem nos deixar dormir, nos obrigando a ir até a rua, parar o trânsito, fechar as lojas, desligar as televisões, e dizer: "basta. Não agüento mais estes sinos. Preciso fazer alguma coisa, porque quero de volta a minha paz". Neste momento, entenderemos que embora culpemos a polícia, os assaltantes, o silêncio, os políticos, o hábito, apenas nós podemos parar estes sinos. Nosso poder é muito maior do que pensamos - trata-se de entender que não somos uma ilha, e precisamos usá-lo. Enquanto isso não acontecer, o Mal Absoluto continuará ampliando seu reinado, e um belo dia corremos o risco de acreditar que ele é a nossa única alternativa, não existe outra maneira de viver, melhor ficar escutando os sinos e não correr riscos. Não podemos deixar que chegue este dia. Não tenho fórmulas para resolver a situação, mas sou consciente de que não sou uma ilha, e que a morte de cada ser humano me diminui. Preciso parar minha cidade. Não apenas por uma hora, um dia, mas pelo tempo que for necessário. E recomeçar tudo de novo. E, se não der certo, tentar não apenas mais uma vez, mas setenta vezes. Chega de culpar a polícia, os assaltantes, as diferenças sociais, as condições econômicas, as milícias, os traficantes, os políticos. Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo. Paulo Coelho
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ABSOLUTAMENTE SEM COMENTÁRIO.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Um Medo Necessario


A águia empurra gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu
coração maternal se acelera com as emoções conflitantes, ao mesmo tempo em
que ela sente a resistência dos filhotes aos seus persistentes cutucões: “Por
que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?”, ela pensou.
Esta questão secular ainda não estava respondida para ela...
Como manda a tradição da espécie, o ninho estava localizado bem no alto
de um pico rochoso, nas fendas protetoras de um dos lados dessa rocha.
Abaixo dele, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. "E se
justamente agora isto não funcionar?", ela pensou.
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão
maternal estava prestes a se completar. Restava ainda uma tarefa final... o
empurrão.
A águia tomou-se da coragem que vinha de sua sabedoria interior. Enquanto
os filhotes não descobrirem suas asas, não haverá propósito para sua
vida. Enquanto eles não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio
que é nascer uma águia. O empurrão era o maior presente que ela podia oferecer-
lhes. Era seu supremo ato de amor. E então, um a um, ela os precipitou
para o abismo... e eles voaram!"


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sábado, 10 de fevereiro de 2007

Círculo de Amor

Aquele homem estava um pouco apressado e quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento. Mas percebeu que ela precisava de ajuda.

Assim, parou seu carro e se aproximou. O carro da senhora era novo, mas estava com problemas.

Mesmo com o sorriso que o homem estampava na face, ela ficou preocupada.

Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Quais seriam as intenções daquele estranho? Pensou o senhora.

Ele percebeu que ela estava com muito medo e lhe disse: "eu estou aqui para ajudar, madame. Pode esperar dentro do carro que está mais quentinho. A propósito, meu nome é Bryan".

Bem, o problema era só um pneu furado, mas para uma senhora era ruim o bastante.

Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo o pneu já estava trocado. Mas ele ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.

Enquanto ele apertava as porcas da roda a senhora abriu a janela e começou a conversar com ele.

Contou que estava de passagem por ali, pois morava noutra cidade, e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda.

Bryan apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado.

Mas Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe ajudara bastante. Aquele era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outra maneira.

"Se realmente quiser me reembolsar, disse Bryan, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê a ela a ajuda que precisar". E acrescentou: "e pense em mim".

Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.

Aquele havia sido um dia frio e cinzento, mas ele se sentia muito bem.

Algumas milhas abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante e entrou para comer alguma coisa. Não era um restaurante muito limpo, daqueles que ela costumava freqüentar.

A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse secar um pouco o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo com os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pôde apagar.

Notou que a garçonete estava nos últimos meses de gravidez, e ainda assim não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Bryan.

Depois que terminou a refeição, enquanto a moça buscava o troco para a nota de cem dólares, a senhora se retirou. A garçonete voltou e procurou localizar a freguesa mas achou apenas algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de $100 dólares.

Havia lágrimas em seus olhos quando leu o que estava escrito. O bilhete dizia o seguinte: "você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou há pouco e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar não deixe este círculo de amor terminar com você".

A garçonete ainda tinha muito trabalho a fazer naquela noite. Mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir. Mas quando foi para casa deitou-se ao lado do marido e ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito. Como podia aquela senhora saber o quanto ela e o esposo precisavam de dinheiro? Com o bebê para o próximo mês, como estava difícil!

Virou-se para o marido que dormia tranqüilamente ao lado, deu-lhe um beijo carinhoso e sussurrou: "tudo ficará bem, Bryan. Eu amo você."

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O amor produz sempre um efeito positivo em quem o recebe e, de maneira mais intensa, em quem o pratica.

Por essa razão, o amor é, e sempre será, a melhor opção.

encontrado no site: Reflexão


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A vida é como um bumerangue, vai e volta.


Se ajudarmos, seremos ajudados.


Se maltratarmos, seremos maltratados.


Mesmo que o retorno leve mais tempo, tudo sempre volta.


Então, se não quer fazer o bem, ajude a si próprio fazendo o bem aos outros.


Juli Mota

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Torne-se um Lago



Um velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse. - "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre. - "Ruim " disse o aprendiz. O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse: - "Beba um pouco dessa água". Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou: - "Qual é o gosto?" - "Bom!" disse o rapaz. - Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre? - "Não" disse o jovem. O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse: - A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende aonde a colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago...
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Muitas vezes fazemos nossas vidas parecerem mais salgadas do que realmente o são.
Precisamos dar menos valor aos problemas e mais valor a nossa vida.
Juli Mota

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

O Livro da Vida


Entre a consciência e o sonho, me deparei com uma grande sala. Ao me aproximar, percebi um guardião na porta que me disse.- Ninguém pode entrar aqui. Aqui estão guardados os "Livros da Vida".Aquele que conseguir passar por esta porta poderá ter acesso ao seu livro e modificá-lo ao seu gosto.Minha curiosidade era grande! Afinal, poderia escolher o meu destino.Com minha insistência o guardião resolveu ceder um pouco e me disse:- Está bem. Dou-te cinco minutos, e nem mais um segundo.Eu nem acreditava! Cinco minutos era mais que suficiente para que eu pudesse decidir o resto da minha vida, afinal, poderia apagar e acrescentar o que eu quisesse no "Livro da minha vida".Entrei e a primeira coisa que vi foi o Livro da vida do meu pior inimigo.Não agüentei de curiosidade. O que será que estava escrito no livro da vida dele? O que será que o destino reservava para aquela pessoa que eu não suportava?Abri o livro e comecei a ler. Não me conformei: Verifiquei que sua vida lhe reservava muita coisa boa e não tive dúvidas. Apaguei as coisas boas e reescrevi o seu destino com uma porção de coisas ruins. Logo vi outro livro. De outra pessoa que eu não gostava e fiz a mesma coisa...De repente me deparo com meu próprio livro! Nem acreditei. Este era o momento... Iria mudar meu destino... Iria apagar todas as coisas ruins e iria reescrever só coisas boas. Seria a pessoa mais feliz do mundo!Quando peguei o livro, eis que alguém bate no meu ombro:- Seu tempo acabou! Pode sair.Fiquei atônito!- Mas eu não tive tempo nem de abrir o meu livro?- Pois é, disse o guardião. Eu te dei cinco minutos preciosos e você poderia ter modificado o seu livro, mas, você só se preocupou com a vida dos outros e não teve tempo de ver a sua.
Autor desconhecido - retirado do site: Bilibio.



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Sei que não temos somente 5 minutos para fazermos a nosso destino.

Transformamos ele a cada minuto, a cada ação e até mesmo a cada pensamento.

Mas, mesmo nosso tempo sendo muito maior que 5 minutos, sempre perdemos tempo com vidas alheias, perdemos tempo com coisas futeis e esquecemos muitas vezes de viver.

Ajudar uma pessoa, não é perder tempo, porém é preciso saber se a pessoa em questão quer ajuda e se temos condições de ajudar.

Se não podemos ao menos enxergar, como queremos mostrar o caminho aos outros?

Juli Mota

domingo, 4 de fevereiro de 2007

A Brasa Isolada



Um membro de um determinado grupo ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar.
Após algumas semanas, o líder do grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante de um brilhante fogo.
Supondo a razão para a visita, o homem deu-lhe boas-vindas, conduziu-lhe a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando. O líder se fez confortável mas não disse nada. No silêncio sério, contemplou a dança das chamas em torno da lenha ardente.
Após alguns minutos, o líder examinou as brasas, cuidadosamente apanhou uma brasa ardente e deixou-a de lado. Então voltou a sentar-se e permaneceu silencioso e imóvel. O anfitrião prestou atenção a tudo, fascinado e quieto.
Então diminuiu a chama da solitária brasa, houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou de vez. Logo estava frio e morto.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial. O líder antes de se preparar para sair, recolheu a brasa fria e inoperante e colocou-a de volta no meio do fogo. Imediatamente começou a incandescer uma vez mais com a luz e o calor dos carvões ardentes em torno dela.
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: "Obrigado tanto por sua visita quanto pelo sermão. Eu estou voltando ao convívio do grupo".


Texto retirado do site: Possibilidades.


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Liderar, não é somente ordenar, é transformar, é criar condições e assima de tudo "cuidar" de sua equipe, como um pai cuida de seus filhos (com firmesa, mas... também com AMOR).
Juli Mota